18 de janeiro de 2018

Agatha e as 12 vidas


Olá, filhotes de humanos. Eu me chamo Agatha e tenho alguns bons anos de vida, vivo junto dos meus 3 filhos que são um pouco mais energéticos do que eu, apesar de já ter espantado vários gatos intrusos daqui do meu território, enquanto eles correram para de baixo da cama.
Minha dona de duas-patas me contou que meu nome veio de uma escritora muito famosa em livros de mistério e suspense, me disse também que ela possui 92 livros baixados em seu computador, mas nunca termina todos. Falou que meu nome é conhecido mundialmente graças a ela, e... Até que não é tão ruim ser conhecida mundialmente, não?

Não procuro me meter em mais confusões daqui em diante, sem mais filhotes e sem mais caça de bichos asquerosos, como eu fazia no meu antigo "lar", não digo que isso é a idade chegando e sim mais uma opção de procrastinação bem pensada antes de colocada em prática.
Tenho sono a quase todo o momento, menos na hora do carinho, pois me afago toda quando minha dona começa a sessão de cafunes, principalmente com as cerdas macias das vassouras (um objeto grande e fino, que ela insiste em passa-lo no chão, em vez de minhas costas).
Eu não me orgulho muito dos meus filhotes, eles são cansados e folgados demais para gatos jovens e saudáveis como eu os criei. Nunca caçaram nada, apenas algumas formigas em volta da grande árvore e algumas abelhas que bem... Já estavam mortas, mas eles garantiram o mérito.
Tenho olhos grandes e defessos, mas bem, são olhos de muita habilidade, não deixo nenhum beija-flor (aqueles pássaros estranhos que batem as penas numa velocidade que ninguém nunca tentou calcular) beber a água sem ameaça-lo com meu pulo alto e veloz... Não, eu não vi isso num comercial de TV e não obriguei minha dona ensinar-me como se escreve essa frase.
Os dias de chuva são meus preferidos, nada de ir de um lado ao outro, apenas ficar em um só lugar. Aconchegante. Quente. E muito sono. Sem ter coceiras e mosquitos ao seu redor, apenas as cobertas.
Vivi bastante tempo em um lugar desaconchegante o suficiente para saber e ter certeza que nunca mais irei botar minhas patas macias no mato alto, sem falar nos perigos que eu corria e que agora me idolatram o bastante para nunca mais correr algum perigo! De agora em diante: apenas sombra fresca e uma bela dose de ração de sabor carne, minha preferida!
Tenho mais algumas histórias para conta-los, humanos. Então eu vejo vocês depois,


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